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Na onda do Skype, serviços de VoIP conquistam pelo baixo custo

11/08/2006 00:00:00

RIO - "VoIP". As quatro letrinhas que definem "voz sobre protocolo de internet (IP ou Internet Protocol)" devem muito de seu sucesso ao Skype, o popular software de bate-papo pela internet. Massificada entre as grandes empresas, a tecnologia que permite o uso de redes IP - como a internet - para a transmissão de voz está perto dos pequenos e médios empresários e dos usuários residenciais, encurtando distâncias por uma bagatela. O método mais comum de uso doméstico do VoIP é a conexão entre computadores. Serviços gratuitos como o Skype e os diversos programas de mensagens instantâneas de voz viabilizam o canal de comunicação e os próprios computadores são responsáveis pela sinalização e pelo controle das chamadas. Um prato cheio para quem quer manter contatos na hora em que o computador está ligado, embora as ligações "travem" de vez em quando - não substitui telefones fixos e celulares em ligações de emergência, por exemplo. - Uso o Google Talk para falar com a minha irmã na Inglaterra e costuma funcionar superbem. Ela está morando fora há seis meses e imagina quanto gastaríamos com ligações convencionais nesse período. Ou pesaria no bolso ou teríamos que maneirar nas chamadas - pondera a estudante Mariana Lopes, 24 anos. E engana-se quem acha que comunicar-se por VoIP só é possível de computador para computador ou é um bicho-de-sete-cabeças . A conversa pode ser estabelecida com um PC e um telefone comum. O provedor faz a ligação entre a internet e a rede convencional de telefonia (STFC ou Serviço Telefônico Fixo Comutado) - é preciso apenas um canal (gateway) com a rede. O próprio Skype, considerado o de maior penetração na internet residencial brasileira - conta com a modalidade paga SkypeOut, perfil adotado por serviços semelhantes como o Net2Phone e o V59, entre outros. De telefone para telefone também se faz VoIP e as empresas de telefonia e de redes de cabo investem neste mercado. Usa-se um telefone especial para conexão com o computador ou com a internet sem fio, ou ainda o chamado ATA (Analog Terminal Adapter), um adaptador para conectar um telefone comum à rede. Uma vez habilitado o serviço dispensa o uso de computador ou de fones de ouvido. Mas para pagar barato por ligações interurbanas ou internacionais com freqüência ou para desfrutar de longos períodos ao telefone, é preciso associar-se a um provedor e comprar um adaptador - que custa em média R$ 350 - ou adquirir um aparelho de telefone VoIP - de R$ 500 a R$ 700. Professor de Engenharia Elétrica da Coppe/UFRJ e especialista em processamento de sinais, Sérgio Lima Netto diz que, com a difusão da banda larga, a telefonia IP veio para ficar. - Há cem anos a humanidade vem espalhando cabos telefônicos pelo mundo todo. Quando o computador chegou, já tínhamos a estrutura de telefonia. Há 10 anos, o desafio era colocar o computador para falar na linha telefônica. Daí o modem, as discagens chatas. A linha tinha suas limitações. Nesse meio tempo, empresas começaram a passar cabos de fibra óptica para computadores falarem entre si. O computador já fazia transmissão de música, vídeo, texto ditado. Por que não a de voz? - questiona. Netto destaca que as expansões da banda larga, da fibra óptica e das redes de telecomunicações a cabo são extremamente necessárias para o sucesso dos serviços de VoIP. O instituto de pesquisas Ibope respalda. Em junho, o índice de internautas residenciais brasileiros que navegaram por banda larga foi de 69,2%, o que segundo o Ibope representa 9,27 milhões dos 13,4 milhões do total residencial daquele mês. Em janeiro de 2005, este índice de usuários residenciais que utilizaram banda larga praticamente empatava com o de linha discada: era de 50,9%.

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